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CONTROLE DA POLUIÇÃO POR AGROTÓXICO

No calendário civil, 11 de janeiro é dedicado ao Controle da Poluição por Agrotóxicos.
“Não há motivo para comemorar o controle da poluição por agrotóxicos, mas sim para refletir sobre o uso indiscriminado. É preciso saber se o agrotóxico é necessário, se o benefício que ele traz compensa os impactos que causa.”
A utilização, na agricultura, de produtos e os agentes de processos físicos, químicos ou biológicos, conhecidos como pesticidas, praguicidas, formicidas, herbicidas, fungicidas, ou agrotóxicos, inicia-se na década de 20. Durante a 2ª Guerra Mundial, são utilizados como arma química. No Brasil, são utilizados em programas de saúde pública, combate e controle de parasitas.
No Brasil, a desagradável cultura da utilização intensiva de agrotóxicos adveio do famigerado Plano Nacional de Desenvolvimento, de 1975, que forçava os agricultores a compara os venenos através do crédito rural, na medida em que instituía a inclusão de uma cota de agrotóxicos para cada financiamento.
É possível conceber uma agricultura que utilize cada vez menos agrotóxico? A indústria tende a responder negativamente a esta questão insistindo na idéia de que seus produtos serão cada vez mais seguros e que os problemas resultantes de sua aplicação resolvem-se com a elevação do nível técnico e educacional dos próprios agricultores.

O Brasil atingiu recentemente uma liderança da qual não podemos nos orgulhar. Somos o país que mais consome agrotóxicos no planeta. A “conquista” não pode ser ignorada, como se dela não fizéssemos parte. Se por um lado existe a enorme pressão comercial das empresas produtoras de agrotóxicos, que sem qualquer compromisso com o meio ambiente e com a saúde da população visam apenas o aumento dos lucros, por outro existe todo um contexto que permitiu chegarmos a essa liderança. Faz parte desse contexto, a opção por um modelo de desenvolvimento agrícola em que a intensificação tecnológica gradativamente expulsa a agricultura familiar, e tem sido causa de degradação dos recursos naturais e de exclusão social.

Nesse cenário, o aumento do uso dos agroquímicos tem provocado a contaminação ambiental, com prejuízos para a saúde de agricultores e de consumidores. Hoje, existe um relativo consenso de que é necessário mudar para um formato tecnológico que proporcione condições de sustentabilidade à agricultura. Isso requer, além do fortalecimento de políticas públicas de apoio a uma agricultura menos impactante, a geração de tecnologias que contribuam não só para o aumento da rentabilidade, mas também para a superação de problemas ambientais.
A situação brasileira chama atenção, não só pelo impressionante aumento no consumo de agrotóxicos nos últimos anos, mas, sobretudo pela completa falência do sistema público de controle posto em execução a partir dos anos 1980. O instrumento de controle do uso de agrotóxicos no País, o Receituário Agronômico, este completamente falido, o que contribui para que hoje o Brasil tenha se habituado a celebrar anualmente o aumento das vendas de agrotóxicos como sinal de progresso e condição indispensável para o aumento das safras. O que está em jogo aí, muito mais que a contra partida ao aumento da produção agropecuária, é um sistema de cuja agenda desapareceu inteiramente a meta de reduzir associação corrente entre comida e veneno.

O pulverizador costal, equipamento de aplicação que representa maior potencial de exposição, é utilizado em 70% dos estabelecimentos que usam algum tipo de agrotóxico. Pelo menos 20% dos estabelecimentos que usam agrotóxicos, não utilizam EPI (equipamento de proteção individual), mesmo quando os produtores respondem que usam EPI para a aplicação dos agrotóxicos, muitas vezes eles se resumem a luvas e botas.
O uso de agrotóxicos ocorre sem assistência técnica ou auxílio de equipamentos adequados de proteção em grande parte dos estabelecimentos agrícolas.
Estudos relacionados aos impactos do manuseio dos agrotóxicos por trabalhadores indicam que mesmo com a utilização dos EPIs, a aplicação não é segura. Além do EPI, há uma série de outras exigências que qualificam aquilo que se chama de “uso seguro dos agrotóxicos”. Um dos pré-requisitos é o respeito ao que se chama de “período de carência”, após a aplicação do veneno, quando ninguém pode ingressar na área.
Também a segurança dos EPIs é muito relativa, eles são muito desconfortáveis e quando muito baratos, mal acabados, incomodam. Outro problema recorrente é a absorção dos agrotóxicos pela pele: “O uniforme fica encharcado de agrotóxicos. E, em vez de ser lavado pela empresa, é levado para a casa do trabalhador e lavado junto com a roupa da família, como acontece muitas vezes, assim à família corre grandes riscos de ficar contaminada”.
No caso da saúde dos trabalhadores, os riscos variam de acordo com tempo e dose da exposição a diferentes produtos. Assim, os efeitos podem ser agudos ou crônicos. O principal efeito agudo são intoxicações, dores de cabeça, alergias, náuseas e vômitos. “Dependendo do tempo de exposição, pode haver uma intoxicação aguda completamente reversível, mas também pode haver efeitos subagudos que deixarão lesões neurológicas periféricas que podem comprometer tanto a parte da sensibilidade quanto a parte motora”.

Os efeitos crônicos são mais difíceis de identificar porque podem ser atribuídos a outros quadros clínicos, “mas vão desde infertilidade masculina, má formação congênita, abortamento precoce, recém-nascidos com baixo peso, cânceres especialmente os linfomas, leucemias, doenças hepáticas crônicas, alterações do sistema imunológico, possibilidade de mutagênese que é a indução de mudanças genéticas que vão resultar em processos de cânceres ou em filhos com má formação congênita, problemas de pele e respiratórios, até praticamente todas as doenças neurológicas, tanto centrais quanto periféricas.
O que mais preocupa é que à ausência de controle público sobre o tema corresponde uma escassez impressionante de informações sobre o grau das contaminações por agrotóxicos.

É a própria noção da eficiência da agricultura que deve ser colocada em questão diante destes dados. A continuidade do processo de abertura da fronteira agrícola e o emprego em escala tão impressionante dos agrotóxicos sinalizam custos que não fazem parte do preço dos produtos. É uma forma perversa de competitividade diante da qual os principais atores em torno do tema, a começar pelos técnicos capacitados e habilitados para tal, estejam eles na extensão oficial ou não, têm manifestado preocupante indiferença.      No cerne da questão dos agrotóxicos está o paradigma de que a praga é um inimigo que precisa ser destruído, eliminado. Na verdade, a praga é um indicador biológico. Se há praga é porque alguma coisa está errada. A agricultura biológica, com a sua proposta holística, leva em consideração aspectos fundamentais como a saúde do solo, a rotação de cultivos, consorciações, o que contribui para uma boa nutrição da plantas. Assim, ela fortalecida não favorece o crescimento das pragas.      A meta é continuarmos alertando sobre os danos, dando orientações gerais de segurança. Como prevenir acidentes, a vestimenta e equipamentos de segurança adequados, o que fazer em caso de intoxicação, os efeitos tóxicos, etc.      “As contaminações por agrotóxicos são muito freqüentes e provocam, no mais das vezes, seqüelas no ser humano. Têm sido observados e relatados casos agudos de intoxicação, com lesões das mais diversas, distúrbios hormonais, danos ao aparelho reprodutor e mortes na lavoura”.

Fonte: http://centrodeestudosambientais.wordpress.com

PRESERVANDO O MEIO AMBIENTE

Segundo o site www.carbononeutro.com.br, cabe à empresa interessada a decisão de neutralizar o que considera mais adequado aos objetivos mercadológicos almejados e à disponibilidade de recursos que pretende investir.
Para saber mais sobre o programa, acesse o site www.florestasdofuturo.org.br. Além de conhecer o projeto, qualquer pessoa pode calcular suas emissões de CO2 e checar qual o seu débito com a natureza.
As empresas devem atuar como agentes de transformação social, contribuindo para a criação de cultura e consciência, levando a inclusão social, a preservação do meio ambiente e o consumo consciente. Para que as próximas gerações, também  tenham a oportunidade de desfrutar dos elementos naturais.
O respeito ao meio ambiente se reflete nos programas, normas e procedimentos que conduzem as atividades da ATNAS de forma segura e responsável.

O uso de combustíveis produzidos a partir do petróleo, como a gasolina e o diesel, é um dos principais fatores que contribuem para o aquecimento global que estamos enfrentando, devido às altas taxas de emissão de gases de efeito estufa decorrentes da queima desses produtos.

Além do consumo consciente, o que se pode fazer?

No Brasil geração de energia (combustão em termoelétrica) e produção de biocombustíveis (biodiesel e bioetanol).
Biomassa – De acordo com dados disponibilizados pela ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica, estão instaladas no Brasil um total de 360 usinas termoelétricas utilizando biomassa como fonte de energia, com potência total de 6.403.460 kW, o que representa aproximadamente 6% do total da produção energética nacional. Os materiais utilizados na queima são o licor negro (resíduo de indústrias de papel e celulose), resíduos de madeira, bagaço de cana-de-açúcar, casca de arroz, carvão vegetal e o biogás (resultante da decomposição de produtos vegetais, animais ou resultantes da atividade humana, como o esgoto doméstico).
Licenciamentos ambientais mais simples e a abundância de combustível no Brasil são fatores que favorecem o funcionamento de usinas movidas a biomassa. Além disso, a geração de energia em termoelétricas a partir dessa fonte é menos poluente do que a obtida pela queima de materiais como carvão mineral, gás natural e derivados de petróleo, o que contribui para a redução da emissão de gases de efeito estufa.

A geração elétrica por biomassa diversifica a matriz energética, o que torna o sistema menos vulnerável. Ex.: nosso sistema elétrico é majoritariamente hidrelétrico, logo, um período de seca pode diminuir a oferta de energia.

Bioetanol – O bioetanol é o etanol obtido a partir da biomassa, por meio da fermentação da sacarose presente em fontes de energia como a cana-de-açúcar, milho, uva, beterraba e outros cereais. Pode ser utilizado diretamente como combustível ou na produção de biodiesel.
A produção brasileira de etanol em 2009 foi de 24,8 bilhões de litros, de acordo com a instituição norte-americana para combustíveis renováveis Renewable Fuels Association (RFA), o que coloca o país como o segundo maior produtor mundial. O etanol produzido é aproveitado no mercado interno e exportado para outros países. No país, mais de sete milhões de automóveis em circulação, o que corresponde a 25% da frota total, estimada em 28 milhões de veículos, são bicombustíveis e podem utilizar o etanol para o seu funcionamento. Dados da ANP mostram que o Brasil exportou 5,1 bilhões de litros de etanol para os demais países do mundo em 2008.
Desde julho de 2007 a gasolina vendida no Brasil deve conter 25% de etanol. De acordo com a ANP, o consumo desse biocombustível em 2009 superou o da gasolina.

Mundo – De acordo com dados divulgados pela RFA, os Estados Unidos são os maiores produtores de etanol no mundo, com 40,6 bilhões de litros em 2009. Junto ao Brasil, segundo colocado, respondem por 89% da produção mundial. Em terceiro lugar está a União Européia, com 3,9 bilhões. Na seqüência vem a China, Tailândia, Canadá, Índia, Colômbia e a Austrália. A produção mundial ultrapassa os 70 bilhões de litros anuais. Além da cana-de-açúcar são utilizados como matéria-prima para a produção do etanol o milho, nos Estados Unidos, a beterraba e o trigo, na França e a mandioca, na Tailândia e Colômbia.

        Vantagens e desvantagens do Bioetanol  (*trechos de textos de Diogo Silva)

O uso e a produção do bioetanol a partir de biomassa são vantajosos por apresentarem as seguintes características:
O bioetanol é uma fonte de energia renovável, dependendo apenas do ciclo natural do plantio e colheita da matéria-prima. Reduz a dependência de combustíveis fósseis. Causa uma menor emissão de poluentes em relação à queima de outras fontes de energia. Aumenta a geração de empregos no meio rural. Os subprodutos da cana-de-açúcar utilizada na produção do bioetanol são reaproveitáveis como fonte de energia, pela queima do bagaço e como fertilizante de terra.
Como toda energia considerada limpa, a utilização do bioetanol também apresenta algumas desvantagens:
Existe o risco da substituição da poluição ocasionada pela gasolina (monóxido de carbono, óxidos de enxofre) pela do aldeído acético, resultante da queima incompleta do etanol, embora esse seja menos poluente e não-tóxico. O processamento da cana-de-açúcar gera um resíduo chamado de vinhoto que, se despejado em rios, pode causar impactos ambientais. Assim como no caso do biodiesel, a plantação de gêneros vegetais destinados à sua produção pode invadir outros ecossistemas, esgotar a capacidade do solo e acarretar aumento do preço dos alimentos.
Especialistas defendem o álcool como o combustível que causa menos impactos negativos para a saúde humana e para o meio ambiente
a idéia de que o álcool, por ser feito a partir da cana-de-açúcar, uma matéria-prima renovável, era um combustível mais limpo do que a gasolina, originada do petróleo.
O Indicador de CO2 foi aplicado apenas aos carros a gasolina por este ser um combustível fóssil e não-renovável. O álcool, apesar de também emitir CO2 quando queimado nos motores, tem um ciclo de produção considerado limpo, pois o CO2 é absorvido pelas plantações de cana-de-açúcar.
No entanto, ao levar em conta apenas a Nota Verde, sem considerar a Nota CO2, quem consulta a lista não se dá conta da maior vantagem que do álcool tem em relação à gasolina: o fato de ser um combustível renovável e de praticamente não contribuir para o aquecimento global.

Consumidores não sabem como escolher      

Diante dessas informações os consumidores continuam com muitas interrogações. Qual é, afinal, a melhor escolha para quem decide comprar um automóvel? E, se comprar um carro com motor flex, com qual combustível deve abastecê-lo?       De acordo com o IBAMA, órgão ao qual o Proconve está subordinado, a melhor opção continua sendo o carro a álcool. Em reportagem publicada no site do IBAMA, a recomendação ao consumidor “é optar pelo carro a álcool e escolher, entre eles, o que emite menos poluentes”.      O professor de engenharia mecânica da Unicamp e diretor do Instituto de Energia e Meio Ambiente, André Ferreira, considera que, apesar da polêmica, esse debate sobre a Nota Verde ajuda a sociedade a entender que não existe combustível nem energia limpa, já que todos causam algum tipo de dano. “E essa discussão permite revelar à sociedade que não basta adotar o combustível que polui menos, é preciso continuar a melhorar sua performance”, afirma Ferreira. Segundo ele, o álcool sempre foi um combustível melhor do que a gasolina, e tem potencial para melhorar ainda mais. Mas, enquanto os motores a gasolina evoluíram muito nos últimos trinta anos, os motores a álcool ficaram para trás. Por outro lado, qualquer que seja o tipo de combustível para os automóveis, Ferreira também alerta que o debate deve ir além: “é preciso procurar outras alternativas de mobilidade urbana”.